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Conflito na Síria: Rebeldes Tomam Damasco e Assad Foge para Moscou


Grupo de pessoas comemorando a queda do ditador da Síria. Conflito na Síria.


O conflito na Síria, que começou em 2011 durante a Primavera Árabe, tomou um rumo inesperado recentemente. Uma ofensiva surpresa dos insurgentes no final de novembro de 2024 resultou na fuga do ditador Bashar al-Assad para Moscou e na tomada de Damasco pelos rebeldes.


A Ascensão dos Rebeldes


Liderados pelo movimento extremista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), os rebeldes avançaram rapidamente, encontrando pouca resistência do Exército sírio. Entre os dias 6 e 7 de dezembro, tomaram cidades estratégicas como Aleppo e Homs, culminando na chegada à capital, Damasco.


Quem é o Hayat Tahrir al-Sham (HTS)?


O HTS, também conhecido como Organização para a Libertação do Levante, tem raízes na Al-Qaeda. Inicialmente, o movimento insurgente começou como uma pró-democracia contra Assad, mas evoluiu para uma guerra civil de grandes proporções, devastando o país e atraindo potências regionais e globais.


Bashar al-Assad: Uma Breve Biografia


Bashar al-Assad, nascido em 11 de setembro de 1965, em Damasco, pertence à família alauita, uma xiita na Síria. Formado em Medicina com especialização em oftalmologia, estudou em Londres. Após a morte de seu irmão mais velho, Basil al-Assad, em 1994, Bashar foi preparado para assumir o controle do regime. Em 2000, aos 34 anos, foi declarado presidente, sucedendo seu pai, Hafez al-Assad, que governou o país por três décadas após um golpe de Estado


Por que Assad Perdeu Força?


A perda de força de Assad está ligada ao envolvimento de seus principais aliados em outros conflitos internacionais. A Rússia está concentrada na guerra contra a Ucrânia, enquanto o Irã enfrenta tensões com Israel. O Hezbollah, aliado de Assad, sofreu grandes perdas em 2024, incluindo a morte de comandantes em ataques israelenses. Essa conjuntura reduziu significativamente o apoio direto ao regime de Assad.


O Paradeiro de Assad


O governo russo cedeu asilo político a Bashar al-Assad e sua família. Assad está atualmente em Moscou, após deixar a Síria e ordenar uma transição pacífica de poder.


Outros Atores no Conflito na Síria


Além do HTS, diversos grupos desempenham papéis significativos no conflito:


  • Hezbollah: Milícia xiita libanesa, aliada do Irã, que lutou ao lado do regime de Assad durante a guerra civil.

  • Estado Islâmico (EI): Fundou um califado que abarcava partes da Síria e do Iraque. Atualmente, o grupo perdeu o controle territorial na região e não desempenha papel relevante nos combates atuais.

  • Turquia: O país é rival da Síria e apoia algumas facções rebeldes.

  • Curdos: Controlam áreas no nordeste da Síria através das Forças Democráticas Sírias (FDS). Apesar de serem aliados dos EUA, têm conexões com o PKK, considerado uma facção terrorista por países ocidentais.


Por que o Conflito Recomeçou?


Três fatores principais permitiram aos rebeldes retomar a iniciativa no conflito:


  1. Ataques de Israel ao Hezbollah na Síria: Israel lançou ataques contra alvos do Hezbollah no território sírio, enfraquecendo o grupo. Cessar-fogo no Líbano: A trégua estabelecida recentemente entre Israel e o Hezbollah no Líbano reduziu temporariamente a pressão sobre o grupo extremista.


  2. Guerra na Ucrânia: A Rússia, principal aliado internacional de Assad, está com recursos e atenção focados em sua guerra contra a Ucrânia, diminuindo sua capacidade de intervenção na Síria.


Após a queda do regime de Bashar al-Assad, a Síria enfrenta um cenário complexo, com múltiplos atores internos e externos influenciando seu futuro. A comunidade internacional está atenta aos desdobramentos, especialmente devido ao papel proeminente do Hayat Tahrir al-Sham (HTS) na nova configuração política do país.


Repercussões Internacionais


A ascensão do HTS ao poder na Síria gerou preocupações globais. O Reino Unido, por exemplo, enfrenta um dilema diplomático, já que o HTS é designado como grupo terrorista desde 2017, tornando ilegal qualquer apoio ou comunicação com eles. Isso complica a capacidade britânica de influenciar a formação do novo governo sírio.


A União Europeia expressou temores sobre um possível "vácuo de governança" que poderia levar ao ressurgimento do extremismo na Síria, semelhante ao ocorrido no Iraque, Líbia e Afeganistão. Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, enfatizou a necessidade de evitar violência sectária.


Atividades Militares na Região


Israel intensificou suas operações militares na Síria, realizando uma campanha de bombardeios que atingiu mais de 350 alvos militares em 48 horas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os ataques visam impedir que armas estratégicas sejam usadas contra Israel. Além disso, forças israelenses avançaram em zonas de fronteira, estabelecendo uma presença em áreas estratégicas.


Desafios Internos e Governança


Internamente, o HTS busca consolidar o controle, oferecendo anistia a membros conscritos do exército e trabalhando para retomar serviços públicos e atividades no setor de petróleo. O primeiro-ministro Mohamad Ghazi al-Jalali está facilitando a transição de poder, enquanto o líder do HTS, Abu Mohammad al-Jolani, participa ativamente do processo. No entanto, serviços públicos enfrentam interrupções, com toques de recolher e suspensões no transporte.


Perspectivas Futuras


A queda de Assad, após 13 anos de guerra civil, marca o fim de uma era na Síria. O conflito resultou em aproximadamente 500 mil mortes e milhões de deslocados. A recente ofensiva rebelde, liderada pelo HTS, capitalizou a distração dos principais aliados de Assad, como Rússia e Irã, envolvidos em outros conflitos. O futuro da Síria permanece incerto, com esperanças de liberdade e democracia entre a população, mas também com desafios significativos pela frente.


Conclusão


A Síria está em uma encruzilhada crítica. A comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos, ciente dos riscos de instabilidade regional e do potencial ressurgimento de extremismos. A transição para um governo estável e inclusivo será fundamental para determinar o futuro do país e sua reintegração na comunidade global.


Fontes:


Para aprofundar seu entendimento sobre o recente conflito na Síria e a queda do regime de Bashar al-Assad, recomendamos consultar as seguintes fontes:


  • G1 - Globo.com: Oferece uma linha do tempo detalhada dos eventos que culminaram na queda do regime de Assad, destacando os principais acontecimentos e suas implicações regionais.

  • CNN Brasil: Apresenta análises abrangentes sobre os desdobramentos do conflito, incluindo a tomada de Damasco pelos rebeldes e as reações internacionais subsequentes.

  • BBC News Brasil: Fornece uma visão aprofundada dos ataques de Israel em território sírio após a queda de Assad, explorando as motivações e consequências dessas ações.

  • Euronews: Analisa o futuro político da Síria após o fim do regime de Assad, discutindo os possíveis cenários e os atores envolvidos na transição de poder.

  • Agência Brasil: Relata os avanços territoriais de Israel na Síria após a queda de Assad, oferecendo informações atualizadas sobre a dinâmica militar na região.

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